Que “final feliz”, cara pálida???

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Como dizia o Tio Ben: “Grandes poderes trazem grandes responsabilidades.”. Isso é válido para super-heróis e para os chamados “formadores de opinião”. Confuso? Eu explico.

Eu até respeito o trabalho de Alexandre Garcia, como jornalista sério, questionador, etc e tal. Só acho que um profissional como ele, representante de uma grande emissora de TV, com uma audiência tão significativa, deveria ter mais cuidado ao comentar as notícias que veicula.

Hoje, na primeira edição do DFTV, foi ao ar uma reportagem ao vivo, sobre um assalto com reféns em uma drogaria na Ceilândia – pois é, já temos isso por aqui – que já durava 5 horas. A polícia havia conseguido negociar com o assaltante – um jovem morador de Águas Lindas, envolvido com tráfico de drogas e foragido da justiça – a libertação de 5 dos 7 reféns que ele havia tomado, quando da tentativa de assalto, restando ainda um office boy e a caixa da drogaria. Durante a transmissão da matéria, o office boy foi libertado e, num momento de descontrole, o assaltante – que já havia tomado alguns remédios no interior da farmácia – efetuou um disparo em direção aos policiais que estavam na rua, sendo em seguida abatido por um atirador de elite do Bope.

Caso resolvido, nosso caro âncora avalia a situação como tendo terminado “da melhor maneira possível”  e arremata, ao final da edição, que o assalto havia tido “um final feliz”. Ora, em uma época que vemos, na mídia, exemplos absurdos de violência policial por todo o Brasil, comentários como esses são, no mínimo, irresponsáveis. Na minha opinião, a “melhor maneira possível” e um “final feliz” seriam um pouco diferentes, ou seja, os reféns em segurança e o assaltante preso, sem derramamento de sangue.

Se formos seguir o raciocínio exposto pelo jornalista, logo, logo estaremos achando muito natural as chacinas que ocorrem em todas as periferias brasileiras, pelo fato de os mortos serem assaltantes, traficantes e até mesmo representantes das classes mais marginalizadas, já que os critérios de julgamento dos matadores não são muito confiáveis.

O curioso é que, enquanto a Rede Globo mostrava a satisfação do Sr. Alexandre Garcia com o desfecho do caso (afinal era só mais um bandidinho pé-de-chinelo), a Record exibia as imagens do comandante da operação policial, lamentando não ter sido possível resolver o caso sem vítimas (mesmo o único morto sendo o tal “bandidinho pé-de-chinelo”). Talvez nem tudo esteja perdido.

Tudo bem, Alexandre Garcia, você tem o direito de pensar o que quiser sobre o valor relativo de uma vida. Mas, da próxima vez, tente guardar isso só pra você.

Nem tudo está perdido

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Já que estamos falando de TV…

Todos já devem ter, pelo menos, ouvido falar do CQC. É um programa que mistura jornalismo com uma boa dose de humor (mais ou menos parecido com o que a turma do Casseta e Planeta fazia antes de ir para a Globo), para tratar de assuntos sérios (transporte coletivo e máfia dos cemitérios em Brasília, saneamento básico em São Paulo, superfaturamento de merenda escolar em Mairiporã, etc) ou não (lançamento da Playboy da Mulher Melancia, desfile da coleção Ricardo Almeida, etc). Pra quem não tem TV paga (como eu) e não agüenta mais a Tela Morna e a Hebe “Gracinha” Camargo, é a melhor alternativa nos canais abertos.

O time comandado por Marcelo Tas, Rafinha Bastos e Marco Luque, tem incomodado bastante alguns segmentos, principalmente na área política, o que resultou numa proibição de gravar matérias no Congresso Nacional. A atitude ditatorial da Secom só serviu para aumentar a audiência do programa e atestar a qualidade do trabalho jornalístico que está sendo feito.

O programa vai ao ar pela Band, às segundas-feiras, às 22 horas. Confiram uma pequena amostra no Youtube.

O que aconteceu com o homem que virou suco???

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Na semana passada Brasília teve a oportunidade de assistir a uma retrospectiva de 30 obras do cinema brasileiro, estreladas por José Dumont. Entre os filmes estavam “O baiano fantasma”, “Árido movie”, “O homem que virou suco”, “Narradores de Javé” e outros tantos.

Bacana. Mas o que me incomoda mesmo, de verdade, é o seguinte: como um ator tão competente, com uma carreira baseada em atuações espetaculares como em “A hora da estrela”, se mete em uma roubada tão grande quanto a novelinha mutante da Rede Record? É absolutamente lamentável ver o papel ridículo (desculpem-me, mas não encontro outra palavra) representado pelo ator, no folhetim.

O que terá acontecido com o homem que virou suco??? A necessidade de estar na mídia vale esse sacrifício???

Tudo que você queria falar sobre a TV…

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Virei fã de carteirinha dessa garota. Ela fala tudo que eu sempre pensei sobre a programação da TV aberta no Brasil.

Sabe aquelas coisas mais bizarras que muita gente insiste em chamar de “cultura popular”? Pois é, a Amanda (desculpem a ignorância desse que vos escreve, mas não sei o sobrenome da menina) serve de voz aos sentimentos de boa parte dos brasileiros que não se conformam com o festival de idiotices que assola a nossa televisão. Encontrei esse programa, por acaso, no TVírgula, mas parece que sumiram os links (hoje procurei de novo, sem sucesso). Mas no Youtube tem um monte de edições (busca: esquizofrenews), com os comentários ácidos, mas verdadeiros. Aí vai um pequeno exemplo:

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